Terça-feira, Julho 20, 2004
Para quem anda na faixa dos 30 anos recordar
Nuno Markl "O homem que mordeu o cão"
Em conversa com o irmão mais novo de um amigo, cheguei a uma triste
conclusão. A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está
perdida. E está perdida porque não conhece os grandes
valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom
Sawyer. "Quem? " , perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer!
Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: " Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a
passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além... " era para ele como
o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não
conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche;
Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs;
Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves
triangulares;
O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus;
O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio
dos dedos;
A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de
roupa (era às voltas, lembram-se?);
O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma
coisa. Naquela altura era actual ...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais
gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a
morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira.
Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer
nada.
Em conversa com o irmão mais novo de um amigo, cheguei a uma triste
conclusão. A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está
perdida. E está perdida porque não conhece os grandes
valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom
Sawyer. "Quem? " , perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer!
Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: " Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a
passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além... " era para ele como
o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não
conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche;
Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs;
Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves
triangulares;
O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus;
O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio
dos dedos;
A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de
roupa (era às voltas, lembram-se?);
O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma
coisa. Naquela altura era actual ...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais
gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a
morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira.
Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer
nada.
