Sábado, Julho 17, 2004
Faz agora um ano
Faz agora um ano que a minha avó morreu em consequência do calor que se fez sentir no mês de Agosto; embora os médicos me garantissem que o sistema de defesas do seu corpo de 89 anos estivesse muito debilitado eu continuo a afirmar que foi o calor que a matou!
Hoje ao ler que a Direcção Geral de Saúde aconselhou hoje os habitantes dos distritos de Santarém, Castelo Branco, Évora, Beja e Portalegre a terem cuidados especiais com o calor, evitando o sol entre as 11:00 e as 16:00 não pude deixar de pensar em quantas pessoas irão falecer em sofrimento; a minha avó estava num quarto do Hospital Distrital de Faro, no 8º. piso e no último dia em que a visitei, por volta das 20.00 estavam perto de uns 40ºgraus, ela ofegava e tentava respirar, não existe naquele piso um único ar condicionado, uma ventoinha, nada e como ela estavam dezenas de doentes a agonizar!
Segundo Filomena Araújo, responsável pelo Plano de Contingência para Ondas de Calor, na quinta-feira completaram-se quatro dias seguidos com temperaturas acima dos 37 graus naqueles cinco distritos.Em declarações à agência Lusa, aquela responsável explicou que este facto levou as autoridades de saúde a accionarem o «alerta amarelo» previsto no Plano, o segundo numa escala de quatro, que prevê cuidados especiais com idosos, acamados e pessoas isoladas, por parte de instituições sociais, familiares e vizinhos. E eu acrescento e nos hospitais o que se pode fazer? Será que alguma coisa melhorou desde o ano passado até agora? Parece-me que não!

