Quinta-feira, Julho 22, 2004
E já está...!
PE/Comissão: Durão Barroso eleito presidente....
Estrasburgo, França, 22 Jul (Lusa) - José Manuel Durão Barroso foi hoje eleito presidente da Comissão Europeia com 413 votos a favor e 251 contra dos eurodeputados do Parlamento Europeu (PE), reunidos em Estrasburgo.
Quarenta e quatro eurodeputados abstiveram-se ou votaram em branco num total de 711 votantes, tendo sido considerados 664 votos expressos e três nulos.
Desta forma, Barroso conseguiu a maioria necessária dos votos expressos para ser confirmado como sucessor de Romano Prodi à frente dos destinos do executivo comunitário, funções que assumirá a partir de 01 de Novembro.
Durão Barroso foi indigitado presidente da Comissão Europeia pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia a 29 de Junho, mas necessitava do aval dos eurodeputados do PE, que é vinculativo.
O anúncio dos resultados no hemiciclo europeu deu origem a um episódio cómico porque Durão Barroso "desapareceu" do hemiciclo e os eurodeputados tiveram que esperar que chegasse para ser anunciado o resultado.
"Temos a obrigação de cortesia de esperar, mas não podemos fazê-lo de forma indefinida", afirmou o presidente do PE, Josep Borrel, que perguntou por várias vezes: "Alguém sabe onde está Durão Barroso?".
Os eurodeputados chegaram mesmo a bater palmas e nas mesas para chamar o ex-primeiro-ministro ao plenário, que acabou por chegar alguns minutos depois.
Depois de anunciar a eleição de Durão Barroso, Josep Borrel convidou-o a proceder à escolha dos candidatos para os "distintos cargos" dentro da Comissão Europeia.
A eleição de Durão Barroso foi feita com uma maioria confortável e, apesar de o voto ser secreto e não se conhecer a opinião de cada um, os votos a favor terão vindo dos deputados do Partido Popular Europeu (268) e da União para a Europa das Nações (27).
A maioria dos 200 socialistas votou contra, mas muitos, sobretudo os deputados dos países cujos governos deram o apoio a Barroso, como os espanhóis e britânicos, terão votado a favor.
Os 12 eurodeputados do PS tinham afirmado que não inviabilizariam a eleição de Durão Barroso por se tratar de um conterrâneo, mas não esclareceram se a tendência foi o "sim" ou a abstenção.
A maioria dos 88 liberais votou igualmente a favor do nome de Barroso, depois de terem visto as três reivindicações atendidas: a garantia de que a próxima Comissão não terá "super" comissários com mais poderes do que os restantes, que haverá um equilíbrio entre homens e mulheres no executivo comunitário e que a presidência primara pela transparência.
Entre os votos contra estão os dos 42 dos Verdes, os 41 da Esquerda Unida e os 33 dos eurocépticos da Independêndia e Democracia - total de 116.
Barroso tinha pedido o maior apoio possível do PE, argumentando que tal daria à Comissão força para "dizer não" aos grandes países.
Estrasburgo, França, 22 Jul (Lusa) - José Manuel Durão Barroso foi hoje eleito presidente da Comissão Europeia com 413 votos a favor e 251 contra dos eurodeputados do Parlamento Europeu (PE), reunidos em Estrasburgo.
Quarenta e quatro eurodeputados abstiveram-se ou votaram em branco num total de 711 votantes, tendo sido considerados 664 votos expressos e três nulos.
Desta forma, Barroso conseguiu a maioria necessária dos votos expressos para ser confirmado como sucessor de Romano Prodi à frente dos destinos do executivo comunitário, funções que assumirá a partir de 01 de Novembro.
Durão Barroso foi indigitado presidente da Comissão Europeia pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia a 29 de Junho, mas necessitava do aval dos eurodeputados do PE, que é vinculativo.
O anúncio dos resultados no hemiciclo europeu deu origem a um episódio cómico porque Durão Barroso "desapareceu" do hemiciclo e os eurodeputados tiveram que esperar que chegasse para ser anunciado o resultado.
"Temos a obrigação de cortesia de esperar, mas não podemos fazê-lo de forma indefinida", afirmou o presidente do PE, Josep Borrel, que perguntou por várias vezes: "Alguém sabe onde está Durão Barroso?".
Os eurodeputados chegaram mesmo a bater palmas e nas mesas para chamar o ex-primeiro-ministro ao plenário, que acabou por chegar alguns minutos depois.
Depois de anunciar a eleição de Durão Barroso, Josep Borrel convidou-o a proceder à escolha dos candidatos para os "distintos cargos" dentro da Comissão Europeia.
A eleição de Durão Barroso foi feita com uma maioria confortável e, apesar de o voto ser secreto e não se conhecer a opinião de cada um, os votos a favor terão vindo dos deputados do Partido Popular Europeu (268) e da União para a Europa das Nações (27).
A maioria dos 200 socialistas votou contra, mas muitos, sobretudo os deputados dos países cujos governos deram o apoio a Barroso, como os espanhóis e britânicos, terão votado a favor.
Os 12 eurodeputados do PS tinham afirmado que não inviabilizariam a eleição de Durão Barroso por se tratar de um conterrâneo, mas não esclareceram se a tendência foi o "sim" ou a abstenção.
A maioria dos 88 liberais votou igualmente a favor do nome de Barroso, depois de terem visto as três reivindicações atendidas: a garantia de que a próxima Comissão não terá "super" comissários com mais poderes do que os restantes, que haverá um equilíbrio entre homens e mulheres no executivo comunitário e que a presidência primara pela transparência.
Entre os votos contra estão os dos 42 dos Verdes, os 41 da Esquerda Unida e os 33 dos eurocépticos da Independêndia e Democracia - total de 116.
Barroso tinha pedido o maior apoio possível do PE, argumentando que tal daria à Comissão força para "dizer não" aos grandes países.